sexta-feira, 1 de julho de 2011

Bela

Ai meu Deus do céu, mas que saudade dela
Minha amiga, companheira, minha doce Bela
Vinha de quatro quando me via chegando
E nem se preocupava se eu estava amando outra
Não havia ciúme algum nessa relação

Ela nem se importava, quando eu chamava de cachorra [ela adorava]
E dava uns tapas na cara [e ela amava]
Pra apimentar a relação [e mesmo assim]
Ela sempre lambia com a maior disposição

Ô Bela, mas que saudade de você
Ficava entre as minhas pernas, sempre tentando se aquecer
Ô Bela, foi minha primeira cadela
E eu nunca vou me esquecer
De todos momentos felizes que passei com você

Hoje em dia eu ja nao sei o que fazer
sem ter voce Meus dias se resumem à cozinha, receitas e tevê!


FunHouse - Bela
Composição: Andy F. e Bruno G.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fragmentos #1

Ei, o que você acha de me ligar? Falar por uns cinco minutos, dizer que tá no portão de casa me pedindo pra ir te buscar .. dizer que veio me ver e que quer aproveitar antes do dia acabar . Só te peço, por favor, não venha pra me omitir .. mas nem pra me mostrar . Venha sabendo aproveitar .
O que você acha de me levar pra um lugar desconhecido pra passarmos o fim de tarde deitados na grama, de mãos dadas, trocando olhares .. vendo o sol se pôr, fazendo brincadeiras sem ter por quê .. fazendo coisas que nem mesmo nós seriamos capazes de entender . Coisas que nós nem poderiamos fazer . 
Ou, se preferir, me leve pra um lugar bem distante, onde não exista antes ou depois . Um lugar em que seja eu, você e apenas nós dois . Me leve pra um lugar em que eu não precise me preocupar com o que pode acontecer ou com o que vão pensar . Me leve pra um lugar e me faça pensar que eu posso confiar, que eu não vou me machucar . Me leve e me deixe gritar, pular .. me deixe fazer o que eu quiser . Me leve, mas me carregue na hora de voltar . Me leve pra algum lugar, mas, pelo menos, me deixe vivo pra eu conseguir regressar .

Ou, se for melhor, não me leve daqui . Talvez seja melhor me deixar aqui, deixar tudo como está . Mas, se quiser só passear .. só não me leve pra muito longe .. eu tenho medo de não saber voltar . 


Pra quem eu precisar explicar que isso não tem nada a ver com "passeio" e que é uma redação totalmente metafórica e conotativa ... vai pro próximo blog, por favor .

sexta-feira, 10 de junho de 2011

(in)expressão

Eu queria entender esse lance de escrever, sabe? É, essa coisa de colocar no papel o que meio mundo sente, mas meia pessoa consegue escrever. Mas, fato curioso: eu não escrevo quando eu... “tô de mal”. É algo que eu reparei e que, de certa forma, me tranqüiliza. Eu não presto pra escrever coisas tristes, sei lá... algo assim. Simplesmente não sai. Que seja algo idiota que diz nada, não condiz com nada, é sem sentido, não tem valor... o negócio é que se eu tiver bolado a coisa não sai.

Mas, outro fato curioso: se eu tiver um motivo, mesmo que pequeno... Mas se eu tiver um motivo que me acelere o coração, que me faça rir. Se eu tiver pelo menos um, daí sai qualquer coisa. Crítica, paródia, música, crônica, carta... Esqueço-me de rótulos e possíveis críticas, moda, horóscopo ou astral... Esqueço-me da parte vaidosa de abonação e elogios. Tudo que me interessa é a ponta do lápis traduzindo corações numa dança de som e luz onde tudo gira em torno da minha vontade.
E, nessa brincadeira fantástica, alguns perguntam “por quê?”. Outros, mais inteligentes, perguntam “porque não?”. Temos aqueles que só reclamam, sem sair do lugar. Outros só agradecem, sem saber por quê. Alguns buscam sentido pra tudo isso e alguns outros, mais espertos, fazem o mesmo.

O amor é alvo principal, o ódio perde em primeiro lugar. Alguns escrevem porque gostam. Outros escrevem pra desabafar. Alguns querem aprender a escrever. Tem aqueles que não sabem que sabem. Uns querem comprar boas expressões, bons textos, bons discursos. Não entendem que por trás de “boas expressões” têm “boas idéias” e essas não têm preço. Não são contábeis. Os caras acham que dinheiro compra tudo. Fazem contas, juros e correções sob emoções... sob idéias. Diz quanto vale.. diz pra mim, vai. Por quanto você me compra trinta linhas de amor?

Vocês eu não sei, mas eu não quero livros, jornais, coleções e “primeiras páginas”. Quero idéias. Quero expressões de pessoas que abracem boas idéias. Quero que as pessoas que lêem o que eu grito por aqui se identifiquem de alguma forma com tudo isso. Quero que elas assumam a mesma postura que eu... Quero que elas abracem a mesma emoção que eu. Seja de amor ou dor.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Se eu morrer . . .

                       Bom . esse vai ser um post fudidamente pessoal, feito pra alguém especial .
Não tente entender ...



Se eu morrer ...
Promete não me esquecer?
Se eu morrer, tententender
Que ainda existe um mundo inteiro pra você.

Tententender que o tempo passa
Nada nessa vida vem de graça
Morrer é o preço que se paga
Pra viver direito. Cem por cento, sem defeito.

Se eu morrer, promete concordar,
Que céu, mesmo, é estar nesse mundo
Com alguém que tem a sinceridade de amar
E fazer valer a pena cada segundo junto.

Na verdade, é bem legal
Mesmo nesse baixo astral
Tudo tem um lado positivo
Só precisa de um pouco de otimismo

Se eu morrer, vou arrumar um jeito
De te provar que seu mundo é perfeito
E que a morte é um efeito especial
Que faz o coração chorar...

Mas, como qualquer efeito
Só tem a intenção de aperfeiçoar
É que viver é assim, desse jeito
Nasce, cresce e morre. Nada vai mudar.

Se eu morrer, te imploro que
Chore, se precisar chorar,
Mas se lembre que tem uma vida
Mais importante do que a minha

Não tenha medo . Faz parte o erro .
Se viver com calma, com a sinceridade da alma
Vai entender que, no fim, querendo ou não
O amor eterniza essa chama chamada VIDA
E, na verdade, nada é passageiro
Se fica guardado um pedaço inteiro
No fundo do coração.